quinta-feira, 11 de setembro de 2008

O Pré-Sal muda a História

  Uma banda inglesa dos anos 50, tempos betóicos, chamada The Kinks, tem uma música chamada "A gallon of gas" que fala sobre o fatídico dia em que o petróleo vai (ou iria) acabar.

  Com a descoberta do Pré-Sal pela Petrobrás, acho que, essa história daí deve durar mais uns 100 anos no mínimo, afinal de contas, já acharam essa porcaria a 6.000 Km do nível do mar, conseguindo extraí-lo, ou seja, vai demorar pro "Apocalipse" acontecer com o petróleo, é hora de arranjar outro culpado pro "Apocalipse" que pode acontecer em breve...

  Anotem o dia que eu posto isso: 11/09, um dia no mínimo interessante não?

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Rapidinhas de destaque

  A vida tá corrida:


 * Vale comentar sobre as paraolimpíadas onde, como sempre, estamos nos dando melhor do que nas olimpíadas. E a imprensa, como sempre, tá nem aí.*

  *O Lula não sabe o que fazer com o dinheiro do pré-sal, com mais uma pressionadinha de um mês ele descobre: Mandar pro bolso dele.
 
  * O Google vai dominar o mundo! Agora é certeza, com o chrome...

  *Obama não vai ganhar a eleição americana, infelizmente, escrevam pra ver. Desconfia-se que americanos são burros.(Sem ofensas xenofóbicas, por favor)

   *Já repararam que, entre a copa de 2014, que vamos sediar, e as olimpíadas de 2016, queremos sediar, são apenas 2 anos? Quanta responsa, dois eventos de porte gigante em menos de 5 anos... 

  *Esse Blog não diz mais nada, medo de que a ABIn esteja vigiando-nos

   P.S.: Estamos de luto por Amy Winehouse e Dercy Gonçalves

   

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Olimpíadas 2016! Quanta ilusão...

Coitado do Brasileiro, ás vezes me impressiono com a capacidade que os governantes têm de nos ludibriar. Coitados dos que pensam que o Rio tem a chance de sediar as olimpíadas, o desempenho dos nossos atletas na de Pequim mostra que estamos longe, muito longe de sediar uma, nós não damos importância ao nosso esporte, que dirá o do resto do mundo.

Né verdade? Quem sabe, no dia que ficarmos entre os 10 primeiros na lista de medalhistas.

Só espero que os nossos para-olímpicos não nos desapontem, boa sorte a eles!!!

terça-feira, 2 de setembro de 2008

A História se repete?

Começo a achar que sim. Não estou falando dos conflitos na Geórgia que acho que não concerne a mim chegar numa explanação sobre. Mas, de uma coisa bem menor e que vem me preocupando já a algum tempo, como vocês leitores daqui já vão imaginar.

Amy Winehouse, não, eu não estou apaixonado nela, apesar de achar a sua voz maravilhosa, mas, o que vem me ocupando, já que não me (Pré-ocupo), é que ela representa a música boa hoje, e ela vai morrer daqui a alguns meses, se muito.

Sei que muitos leitores, se é que existem, não vão entender lhunfas da comparação que será feita aqui mas, acho que ela deve ser feita pra preocupar mais alguém além de mim.
O problema da Amy, já aconteceu em idos de 1970 também com uma mulher, tão revolucionária quanto a Amy, o nome dela era Janis Joplin. E o mais interessante, o problema das duas era, e é, exatamente O MESMO, e com isso, começo a me perguntar se a raça humana é realmente capaz de aprender algo com o estudo da disciplina História.

O caso das duas foi falta de preparo não das referidas indivíduas, mas das pessoas que as trouxeram para a mídia. Elas óbviamente não souberam controlar o sucesso estrondoso e repentino, e isso acontece com 80% do pessoal que trabalha com o popular comprovadamente.

O que tem que acontecer daqui pra frente é, quando um suposto "profissional produtor cultural"*, achar um sucesso de mídia como JJ ou Amy, ajudar esse indivíduo a lidar com a fama repentina e assustadora. E não apenas arrancar toda a grana advinda de shows estrondosos e contratos monstruosos para usufruto seu, sem pensar que talvez, daqui a algum tempo a sua "fonte" possa vir a secar por falta de preparo e carinho da parte do próprio "produtor"*.

*Leia-se: Um cara capaz disso não pode ser chamado de Produtor Cultural com o devido respeito da parte de ninguém.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

E quando Ele morrer?

Época de eleições e me lembrei que, a WBrasil, empresa de publicidade de Washington Olivetto e na qual tenho um amigo que já trabalhou, faz a publicidade das eleições gratuitamente para o TRE e, o mais interessante é que esse ano, os créditos da criação das propagandas não foram para a WBrasil, mas, para a empresa do filho do mago, que, peço desculpas mas não sei o nome.

Não estou aqui pra falar bem das propagandas em si, apesar de que a da mulher andando em círculos é ótima, mas, da integridade destas. Em tempos de publicidades politicamente incorretas com bundas, violência e sexo quase em 99% do tempo na TV, Washington demonstra uma integridade ímpar, tanto pela maneira como funcionam as propagandas, quanto pelo fato de não cobrar nada do TRE, pensando apenas na segurança da eleição e na conscientização do eleitor, e, além disso, ainda cedeu os direitos para a empresa recém-criada de seu filho.

O homem que revitalizou a publicidade no Brasil, quebrando as páginas amarelas da Veja com propagandas, além de mudar o conceito de publicidade no Brasil, mostra que eleição não é brincadeira de criança e que se você não tem consciência adulta, é melhor nem votar.
Até.

Aproveito pra dizer que, a partir da semana que vem, vou, pelo menos tentar, escrever diariamente aqui, é uma meta na melhora da minha capacidade descritiva.

Abraços a todos

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Um ano e um dia depois...

Ha exatos 366 dias atrás, saia de circulação das bancas brasileiras a Revista BIZZ, uma das maiores, senão a maior publicação sobre música e músicos de verdade deste país. Na época, como fã fiquei desapontado e, revoltei-me até pois não entendi direito o porquê de tal atitude por parte da editora. Hoje, mais maduro, compreendo e, explico aqui a você(s) leitor(es) o motivo disso, ou o quê eu penso que seja o motivo.

BIZZ era e, continuará sendo, pelo menos pelos próximos 10 anos, sinônimo de polêmica no mundo da música. Eles eram simples, falavam mal do que era ruim e, elogiavam os bons, e ser bom pra BIZZ era ser bom pro músico crítico brasileiro e, pro leitor eventual. Ocorre que, de uns 3 anos para a parada da publicação da revista, eles raramente elogiavam, chegaram até em várias edições a criticar o governo e a sua ridícula campanha cultural na era GIL que, em todo o mundo da música imaginava-se maravilhosa.

Essa queda no número de elogios e consequente aumento no número de críticas, que, realmente nos últimos meses da revista foram excessivos, foi a causa principal da parada de publicações. E, a questão que pretendo entender aqui é, porquê houve essa mudança.

No Editorial da última revista, disseram que a música esta(va) afundando num poço fundo e, sem volta. Na época, disse que não, pois eu via cantoras e bandas com propostas muito interessantes pipocarem aqui e ali, a BIZZ, talvez por uma brusca queda nas vendas também, disse que o que eu enxergava, não agüentaria o peso de carregar a música nas costas. Discordei porque eu tenho mania de acreditar nas pessoas.

Hoje, vejo que a situação é tensa, não há o que se elogiar na música, quando não estou ouvindo Beatles, ouço Kinks, de novo ouço RadioHead, que graças a falta de preparo vai se desfazer daqui a pouco, já que desde que lançaram o In Rainbows não sabem como divulgá-lo e por isso não fazem mais shows e estão sem dinheiro. Ouço também Amy Winehouse, mas, a música POP e boa de verdade, aposto com você(s) dura o mesmo tanto que essa menina, até o meio do ano que vem, se muito...

Aqui no Brasil a situação é pior ainda, há uma tentativa vergonhosa de se voltar a era de ouro da Tropicália, inclusive com Mutantes influenciando o trabalho de Coldplay, os ingleses tentaram fazer uma versão para Tecnicolor "homenageando" Arnaldo Baptista, não deu muito certo, infelizmente...
Fora isso, ainda aqui no Brasil bandas dos anos 70 e 80 tentam recuperar seu folêgo, mas, em meio às tchutchucas, danças do quadrado, e batidões sem sentido, não decolam.
Aparentemente, a música não encontra solução aqui nas terras verdes não, já que até Tom Zé já embarcou nessa do Batidão no carro com a história dos "Ouvidos Internos" que, creio eu, só ele tem.

Em resumo, eu estou desistindo, não é culpa minha se a minha geração quer ser lembrada como a geração em que a maior voz negra-branca da música mundial morreu por causa de excesso de drogas. Se eles querem ser lembrados pelo despertar dos "ouvidos internos" de um velho de 70 anos. Se eles não prestam mais atenção nas letras da músicas, é segundo a MTV 73% dos jovens brasileiros não sabem cantar nem a 1ª estrofe de suas músicas preferidas. E eu não vou mudar ou tentar mudar esses conceitos da cabecinha de vento da minha geração

O quê me deixa feliz é que ainda há algumas saaras, pessoas que são mal vistas pela sociedade comum e deturpada de hoje em dia, mas em seus guetos, eles ouvem seus Pink Floyds, lêem seus Vitor Hugos e pensam em maneiras, impossíveis, de mudar o mundo. Nessas saaras é que eu vou começar a embarcar, pelo menos o meu mundo vai ser melhor que o do resto da geração

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Amy, a lei seca, o cigarro e a humanidade

De repente o mundo se vê proibido, proibido de se libertar. Sim, isso mesmo, pois uma das milhares de maneiras, concordo que uma das piores delas mas ainda assim uma maneira, de se alcançar o chamado "Estado Alfa", as drogas, estão sendo sumariamente proibidas, pelo menos aqui no Brasil.
Antes da lei seca e da Amy, o Governo Federal fez uma exposição lá na terra deles com as novas figuras que vão estampar o traseiro dos maços de cigarro. Aquilo enoja até mesmo não fumantes. Acho que poderia haver um pouco mais de tolerância, e aí entra-se no álcool também, o problema é simples, mas Eles não conseguem enxergar: falta EDUCAÇÃO!!! Tão simples. Se o povo e a Amy, soubessem de tudo, exatamente TUDO, dos malefícios até os mínimos benefícios, talvez a história fosse bem mais simples e divertida